Criminosos mantinham sistema de arrecadação de dinheiro chamado de "dízimo"
Publicado em 05/08/2026

Foto: Polícia Civil/Gaeco
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, na manhã de terça-feira (4), a segunda fase da Operação Desmos II.
A ação faz parte de uma investigação que busca desmontar o esquema financeiro de uma facção criminosa com atuação em Santa Catarina.
Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas nas cidades de Chapecó, Catanduvas, Xaxim, Herval d’Oeste, Piratuba, Joinville, Xanxerê, Caxambu do Sul e Nova Erechim.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os alvos são suspeitos de participar da estrutura responsável por arrecadar e movimentar dinheiro para manter as atividades da facção.
Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Arrecadação de “dízimos”
A investigação é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis e aponta que a organização criminosa mantinha um sistema de arrecadação de dinheiro entre seus integrantes.
Conforme o MPSC, os valores, chamados de “dízimos” pelos próprios investigados, eram recolhidos em diferentes municípios catarinenses e utilizados para financiar crimes, como o tráfico de drogas, a compra de armas e outras despesas da organização.
As investigações também indicam que cada integrante tinha uma função específica dentro do esquema, desde a arrecadação do dinheiro até a movimentação dos recursos e a coordenação das atividades do grupo.
Os investigados poderão responder, conforme o andamento das apurações, pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Além das buscas, a Justiça autorizou o acesso aos dados dos celulares e demais aparelhos eletrônicos que forem apreendidos durante a operação.
O material será encaminhado para perícia e servirá de apoio à continuidade das investigações.
Fonte: Oeste Mais
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